quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Notações sobre o Universo e a Vida

 

Notações sobre o Universo e a Vida

 

A Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol, o mais denso e o quinto maior dos oito planetas do Sistema Solar, e formou-se há cerca de 4,56 bilhões de anos.

O Sol é uma pequena estrela, e orbita o centro da Via Láctea a uma distância de cerca de 24 a 26 mil anos-luz do centro galáctico. Ele é composto primariamente dos elementos químicos hidrogênio e hélio e estes compõem 74,9% e 23,8%, respectivamente, da massa do Sol na fotosfera. Ele converte em seu interior, 400 milhões de toneladas de Hidrogênio em Hélio a cada segundo. O Sol é um grande reator de fusão no qual caberiam 1 milhão de Terras. Ele é uma bola de Hidrogênio radioativo. O gás quente em seu interior tenta fazê-lo expandir-se e a gravidade tenta fazê-lo encolher. O resultado é o equilíbrio entre a gravidade e o fogo nuclear. Para nossa sorte, ele está seguramente localizado a 150 milhões de quilômetro da Terra.

Através de potentes telescópios, podemos observar cerca de um bilhão de galáxias, algumas situadas tão longe, no espaço, que a luz que delas contemplamos é a das que a expediram em nossa direção antes que a Terra existisse. Um bilhão de galáxias!

Se um raio de luz começasse a percorrer a nossa modesta galáxia, deslocando-se com a incrível velocidade de 300 mil quilômetros por segundo, levaria cem milênios para atravessá-la. E a nossa é das menores já observadas. E se move, toda ela, com o Sol e todo o nosso sistema, em torno do centro galáctico, a uma velocidade de 290 mil metros por segundo. Aliás, ela integra um aglomerado com mais de vinte outras galáxias... Existem, porém, aglomerados galácticos conhecidos, com mais de cem galáxias. E dizer-se que só na nossa modesta galáxia existem mais de cem bilhões de Sóis! Esses mundos incontáveis são, como disse Jesus, as muitas moradas da Casa do  Eterno Pai. É neles que nascem, crescem, vivem e se aperfeiçoam os Filhos do Criador, na Grande Família Universal... são eles as grandes escolas das almas, as grandes oficinas do espírito, as grandes universidades e os grandes laboratórios do infinito... E são também – Deus seja louvado! – os berços da Vida.

Segundo  Marcelo Gleiser, em seu extraordinário livro, “Criação Imperfeita”, “Para que haja um organismo, é necessário que este sobreviva em um local adequado, ‘contendo elementos químicos apropriados e a uma distância de sua estrela-mãe que permita que reações entre eles ocorra. Teorias cosmológicas modernas explicam com enorme sucesso, detalhes de eventos que ocorreram muito próximos da origem do tempo. Podemos hoje afirmar com segurança que o universo se emergiu de uma poça quente e densa de partículas elementares de matéria há pouco menos de 14 bilhões de anos, mesmo que esse parto cósmico permaneçam desconhecidos. Sabemos que o cosmo criança, com apenas alguns minutos de existência, produziu os elementos químicos mais leves, e que explosões nucleares forjaram – e continuam forjando – aqueles necessários para vida.”

Os átomos são feitos no interior das estrelas. Na maior parte das estrelas que vemos, os núcleos de Hidrogênio estão sendo misturados pra formar os núcleos de Hélio. Sempre que um núcleo de Hélio é feito, um Fóton de luz é gerado. É por isso que as estrelas brilham !

A não ser de Hidrogênio e Hélio, todo átomo no Sol e na Terra foram sintetizados em outras estrelas. O Silício das rochas, o Oxigênio do ar, o Carbono do nosso DNA, o Ouro em nossos bancos, o Urânio em nossos arcenais, todos foram feitos a distantes milhares de anos-luz e a bilhões de anos. O nosso planeta, a nossa sociedade e nós mesmos somos feitos de material estrelar.

Os átomos são compostos por três partículas elementares, o Próton, o Elétron e o Nêutron. Essas três unidades reunidas em padrões diferentes, fazem essencialmente tudo! Um Neutron é eletricamente neutro, como diz seu nome. O Próton tem uma carga elétrica positiva e o elétron tem carga elétrica negativa igual.

Se você é um átomo que tem apenas 1 Próton e 1 elétron, você é Hidrogênio; se tem 2 prótons, você é o Hélio; 3 Prótons, Lítio;... e assim por diante, até 92 Prótons, e nesse caso o seu nome é Urânio.

Os Neutrons exercem Forças Nucleares mas não forças elétricas, eles são como “cola”, que une os núcleos atômicos. Um grupo de 2 Prótons e 2 Neutrons é o núcleo do átomo de Hélio, e é muito estável. Três núcleos de Hélio unidos por Forças Nucleares fazem o Carbono; quatro, núcleos de Hélio, fazem o Oxigênio. Eles são a mesma coisa! Seis núcleos de Hélio, fazem o Magnésio, e assim por diante.

Sempre que somarmos ou subtraímos um Próton e os Neutrons suficientes para manter um núcleo unido, nós fazemos um novo elemento químico. Considere o Mercúrio. Se nós subtrairmos um Próton de Mercúrio, e três Neutrons, nós o convertemos em Ouro. O sonho dos antigos alquimistas!

O Universo, todo ele, em toda parte é 99,99% de Hidrogênio e Hélio, os dois elementos mais simples!

Para evitar a repulsão elétrica, Prótons e Neutrons devem ficar bem unidos para que os “ganchos” que representam a Força Nuclear se prendam. Isso só pode acontecer a temperaturas muito altas, onde as partículas estão se movimentando tão rápido que não dá tempo para repulsão elétrica agir. Temperaturas de dezenas de milhões de graus! Temperaturas tão altas são comuns na natureza. Onde? No interior das estrelas!”

Que tal agora nos aprofundar um pouquinho mais? Falamos de átomos, que são formados de prótons, nêutrons e elétrons. Esses elementos, porém, são formados por outros mais elementares: bósons, mésons, barions,(...) que, por sua vez, também são subdivididos até chegarem em substâncias que os cientistas chamam de “coisas”, “vórtices”, ou outros nomes. Porém, essas substâncias não são matérias. São “ondas”! Ondas não são partículas, ou seja, não tem massa, pêso, forma, consistência nenhuma! Em outras palavras, no final das contas, pelo que se sabe até agora, os elementos fundamentais que constituem nosso corpo e tudo que conhecemos, são “ondas vibrantes”!

Veja o que diz Sua Voz, em “A Grande Síntese”, “Matéria é um dinamismo incessante e que a sua rigidez á apenas aparente, devida à extrema velocidade que a anima; e sabeis que a massa de um corpo aumenta com a velocidade no espaço. A solidez nada mais é que a soma de movimentos velosíssimos.

A matéria é pura energia. Matéria, no sentido de corpo sólido, compacto, impenetrável, não existe. É a velocidade que enche as imensas extensões de espaços vazios em que as unidades mínimas se movem. É a velocidade que forma a massa, a estabilidade, a coesão da matéria. Ainda quando decompuserdes a matéria naquilo que vos parecer serem os últimos elementos, nunca vos encontrareis em face de uma partícula sólida, compacta, indivisível. Assim, na substância não existe matéria, no sentido nem que a compreendeis; apenas há movimento. E a diferença entre matéria e energia consiste apenas na diversidade de direção do movimento, rotatório, fechado em si mesmo, na matéria; ondulatório, de ciclo abeto e lançado no espaço, na energia. No princípio era o movimento; o movimento concentrou-se na matéria; da matéria nasceu a energia, e da energia emergirá o espírito. O princípio Espiritual, crisálida de Consciência, nasce, por transformação, da extrema evolução da Energia, no berço da Matéria.”

            No livro Universo e Vida, psicografado pelo médium Hernani T. Sant’Anna, lê-se: “ A desagregação atômica por meio de explosão nuclear é apenas uma das formas de conversão da matéria em energia. A Natureza utiliza permanentemente muitos outros processos para essa transformação, sendo a radiação um dos mais estudados pelo homem terreno.

            A ciência oficial de nossos dias já conhece algo sobre as propriedades da matéria e da energia, quando elas são conversíveis entre si, o que importa dizer: da mesma natureza essencial. Existem, porém, aspectos elementares da estrutura da energia que permanecem desconhecidos da ciência terrestre. Esta lhe identifica variadas formas de manifestação, mas ainda ignora por completo suas formas não conversíveis em matéria, embora já comece a desvendar os segredos da antimatéria.

Inclui-se dentre os mais comuns e constantes tipos de energia não adensável a energia mental propriamente dita, da qual o pensamento é a mais elevada expressão. No entanto, ela é capaz de agir sobre as diversas formas de energia reconversível, de impressioná-las e transformá-las, através de radiações de potência ainda não humanamente detectável, mas de alto e efetivo poder, traduzível em fenômenos eletromagnéticos inapreciáveis.”

No livro “EM BUSCA DA VERDDE”, do mesmo autor, temos na Cap. 7 – Defasagem Vibratória, o seguinte trecho:

                “ A ciência terrestre chama de matéria a tudo o que tem energia e massa, é sólido cristalino ou amorfo, ou fluido líquido ou gasoso, e ocupa lugar no espaço e no tempo. Essa é a substância que os nossos sentidos comuns normalmente percebem e que forma o nosso corpo e o mundo em que vivemos. Mas esse tipo de matéria não é o componente único do Universo. Existem outros tipos diferenciados de matéria, noutras faixas de frequências vibratórias. É nesses planos diferenciados de energia que se movem os Espíritos desencarnados.

                É por essa diferenciação vibratória que, em condições normais, não percebemos fisicamente aquele plano, embora os dois planos, aquele e o nosso, se interpenetrem, interajam e, em certas regiões, ocupem sem dificuldade o mesmo lugar no espaço e no tempo.

                A incapacidade normal dos Espíritos encarnados de perceber fisicamente os fastos do mundo invisível se deve à limitação operacional dos sentidos do nosso corpo somático, ao contrário do que acontece com os Espíritos desencarnados, cujo poder de percepção, apesar de condicionado pelo seu próprio potencial evolutivo, não sofre as mesmas restrições impostas pelo nosso arcabouço carnal.

Podem, por isso, os desencarnados, mesmo os de modesta condição espiritual, ver, ouvir e sentir as pessoas e os acontecimentos do nosso plano de matéria densa, enquanto os Espíritos limitados pela carne não dispõe da mesma facilidade para penetrar normalmente, com seus sentidos físicos, nos domínios que lhes são invisíveis.

Quanto mais densa a matéria, tanto maior resistência oferece à ação das energias mais quintessenciadas, mais nobres  mais sutis. Essa a razão pela qual o organismo somático funciona como verdeio velador das potencialidades superiores da mente espiritual, cujos poderes, por igual motivo, se ampliam cada vez mais, à medida que o Espírito ascende na escala evolucionária, libertando-se progressivamente das contrições de ordem material, ampliando ilimitadamente os seus horizontes de ação e as suas possibilidades.”

O ensino contido em “Os Quatro Evangelhos”, obra psicografada por Mme. Collignon e publicada sob a coordenação de J.B.Roustaing, mostra em um trecho, o seguinte:” Na criação, tudo, tudo tem origem comum; tudo vem do infinitamente pequeno para o infinitamente grande, até Deus, ponto de partida e de reunião. (...)

O fluido universal, que toca de perto a Deus e dele parte, constitui, pela sua quintessência e mediante as combinações, modificações e transformações de que é passível, o instrumento e o meio de que se serve a Inteligência Suprema para, pela onipotência da sua vontade, operar, no infinito e na eternidade, todas as criações espirituais, materiais e fluídicas destinadas à vida e à harmonia universais, para operar a criação de todos os mundos, de todos os seres, em todos os reinos da Natureza, de tudo que se move e vive, ... Ao serem formados os mundos primitivos, na sua  composição, entram todos os princípios de ordem espiritual, material e fluídica, constitutivos dos diversos reinos que os séculos terão de elaborar. O princípio inteligente se desenvolve ao mesmo tempo que a matéria e com ela progride, passando da inércia à vida (...) Essa multidão de princípios latentes aguarda, no estado catalético, em o meio e sob a influência dos ambientes destinados a fazê-lo desabrochar, que o Soberano Mestre lhes dê destino e os aproprie ao fim a que devam servir, segundo as leis naturais, imutáveis e eternas por ele mesmo estabelecidas. Tais princípios sofrem passivamente, através das eternidades e sob a vigilância dos Espíritos prepostos, as transformações que os hão de desenvolver, passando sucessivamente pelos reinos mineral, vegetal e animal e pelas formas e espécies intermediárias que se sucedem entre cada dois desses reinos. Chegam, dessa maneira, numa progressão contínua, ao período preparatório do estado de Espírito formado, isto é, ao estado intermédio da encarnação animal e do estado espiritual consciente. Depois, vencido esse período preparatório, chegam ao estado de criaturas possuidoras do livre-arbítrio, com inteligência capaz de racionínio, independentes e responsáveis pelos seus atos. Galgam assim o fastígio da inteligência, da ciência  e da grandeza.”

Ensina “O Livro dos Espíritos” (Parte 1.ª, Cap.IV) que o instinto é uma inteligência rudimentar que nunca se transvia e que é a razão que permite a escolha e dá ao homem o livre-arbítrio. Ensina também (Perguntas/Respostas 122 a 127 e Nota) que “o livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo. Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito. A causa não está nele, está fora dele, nas influências a que cede em virtude da sua livre vontade. É o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram. As influências más que sobre ele se exercem são dos Espíritos imperfeitos, que procuram apoderar-se dele, dominá-lo, e que rejubilam com o fazê-lo sucumbir. Foi isso o que se intentou simbolizar na figura de Satanás. Tal influência acompanha-o na sua vida de Espírito, até que haja conseguido tanto império sobre si mesmo, que os maus desistem de obsidiá-lo. A sabedoria de Deus está na liberdade de escolher que ele deixa a cada um, porquanto, assim, cada um tem o mérito de suas obras.”

Voltando ao “Universo e Vida”, temos que: “ (...) Seria rematada ingenuidade supor que a Ciência humana terrestre chegará rapidamente à solução definitiva dos seus problemas substanciais, porque precisará realizar, antes disso e para isso, duas conquistas fundamentais: primeiro, terá de reconhecer, por seus próprios meios, suas averiguações, seus cálculos e suas induções, senão a certeza, pelo menos a probabilidade da existência do Espírito e das dimensões espirituais da Vida; e segundo, construir novas aparelhagens e sobretudo novos métodos de investigação para penetrar nesses novos domínios. Neste último caso, as dificuldades a vencer serão imensas, porque somente o Espírito pode ver, identificar e examinar o Espírito. Não se trata, portanto, tão-somente, de aperfeiçoar maquinismos e instrumentos ténicos, mas sim CONSCIÊNCIAS, através do desenvolvimento racional de FACULDADES PSICOFÍSICAS capazes de serem utilizadas para a produção útil de fenômenos investigáveis.

            Enquanto, porém, não houver, na Terra, condições morais que justifiquem tão elevado tipo de cooperação aberta e indiscriminada, o Governo Espiritual do Planeta não facilitará condições nem circunstâncias que favoreçam o êxito maior de tentames dessa espécie, além dos limites da educação e do incentivo ao espírito perquiridor dos homens. É fácil de compreender que o intercâmbio livre e permanente com planos e forças superiores da vida não pode ser facultado a seres predadores, de baixo senso ético e ainda espiritualmente irresponsáveis. Por essa razão, a aceitação e a vivência dos princípios morais do Evangelho de Jesus são condições fundamentais a serem cumpridas, a fim de que as Inteligências Superiores outorguem ao Homem Terrestre o diploma de maioridade espiritual que lhe permitirá o ingresso efetivo no mundo de relações com a Comunidade Cósmica a que pertence.

            O Homem terá, portanto, de renunciar ao velho vício de tudo utilizar para o mal, para o crime, para a dominação inferior e desmedida, para destruição, para a insensatez, se quiser entrar na posse do seu principado divino. Cumpre entendermos, de uma vez por todas, que a sabedoria da Eterna lei simplesmente não permite, por automatismo de sua amorosa justiça, que recursos espirituais de alto nível se desenvolvam, além de certos rígidos limites, em almas ainda não decididamente afeitas ao Bem.

            A identificação vibratória com a natureza das sensações materiais constitui obstáculo instransponível à penetração consciente e proveitosa noutras dimensões que, para os seres assim faltos de maior sensibilidade, continuam como se não existissem, embora os influenciam decisivamente.

            O homem gostaria de desenvolver suas capacidades sensoriais (auditivas, olfativas, visuais, etc.) para além dos limites que a sua atual condição fisiológica estabelece . Intuitivamente sente que isso é possível, mas ainda não percebem é que o poder interior, espiritual, só eclode como consequência de um alto equilíbrio de tensão de forças nobres, intelectuais e sentimentais, únicas que possuem teor de forças dinâmicas suficientemente poderosas para potencializar o espírito e desenvolver-lhes as capacidades divinas...”

A vida é sagrada. Vida é amor. Vida é transformação Divina na mais pura energia, sublime e especial. Deus está em cada um de nós, porque Deus é Vida!

Tirar a vida de algum ser vivo, é tirar parte de Deus do ambiente em que vivemos.

Na sua infantilidade e total ignorância da grandeza da Vida, o ser humano não faz idéia do pecado que comete ao interromper a vida alheia, tirando do ambiente, parte de Deus, para alimentar seu egoísmo, seu ciúme, sua “honra”, seu dinheiro, sua raiva, sua vingança e, principalmente, seu orgulho e arrogância em julgar, à sua revelia, quem deve viver ou morrer. Jesus não julgou ninguém. Jesus não condenou ninguém, pelo contrário, absolveu! Viveu uma vida digna, e com coragem, enfrentou os maiores desafios que a humanidade é capaz de impor aos seus semelhantes: a inveja, a traição, o desrespeito, a injúria, o preconceito, a soberba, o ódio e a estupidez. Foi morto injustamente, mas não requereu justiça. Apanhou, mas não reagiu as agressões. Foi humilhado, mas manteve-se sereno e confiante. Viveu essa vida para que servisse de exemplo de coragem, de fé, resiliência, de amor e Paz. Vivemos agora com a esperança de que possamos aprender, enfim, as lições fornecidas, para que possamos viver uma vida mais digna e plena, liberta da ignorância e de todo mal que ainda predomina em no nosso convívio.

E o que Jesus nos ensinou?

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus;

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados;

Bem-aventurados os mansos, porque herdaão a terra;

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos;

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia;

Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus;

Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus;

Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;

Bem-aventurados sereis quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque será grande o vosso galardão nos céus, pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.

Amai vossos inimigos, fazei o bem aos que os odeiam, bendizei os que vos maldizem, orai pelos que vos insultam.

Ao que vos bate numa face, oferecei também a outra;

Ao que vos arranca o manto, não recuseis a túnica;

Dai ao que vos pedir e nada reclameis de quem vos tirar o que é vosso;

Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-lhes vós a eles;

Sede misericordiosos, como vosso Pai é misericordioso;

Não julgueis, e não sereis julgados;

Não condeneis e não sereis condenados;

Pedoai e sereis perdoados;

Dai e dar-se-vos-á: derramarão em vosso regaço uma medida boa, calcada e transbordante, porque a medida com que medirdes os outros será a mesma com que vos medirão a vós.

A árvore se conhece pelo seu fruto. Não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos;

Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus;

Se ao trazerdes ao altar a vossa oferta, ali vos lembrardes de que vosso irmão tem alguma coisa contra vós, deixai perante o altar a vossa oferta, ide primeiro reconciliar-vos com o vosso irmão, e depois, voltando, fazei vossa oferenda;

Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles;

Quando derdes esmola, não toqueis trombeta diante de vós, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados;

Não saiba a vossa mão direita o que faz a esquerda, para que a vossa esmola fique em segredo; e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará;

Quando orardes, entrai no vosso quarto e, fechada a porta, falai com o vosso Pai;

Quando jejuardes, não vos mostreis contristados, como os que desfiguram o rosto para ser honrados pelos outros;

Não cumuleis pra vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem podem corroê-los e onde os ladrões podem roubá-los, mas ajuntai tesouros no céu, porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração;

Dai de graça o que de graça recebeis;

Não se pertube o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim;

Na casa do meu Pai há muitas moradas... Se me amais, guardai o meu mandamento. Meu mandamento é este; que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei. Não vos deixarei órfãos. A paz vos deixo, a minha paz vos dou. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não desfaleça, pois, o vosso coração. Permanecei no meu amor;

Quando vier o consolador, que eu enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade dará testemunho de mim. Tenho ainda muito o que vos dizer, mas vós não o podeis suportar ainda. Quando vier, porém, o Espírito da Verdade, ele vos guiará a toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo quanto houver ouvido de mim e vos anunciará as coisas que hão de vir;

Os reis dos povos dominam sobre eles e os que exercem autoridade são chamados de benfeitores. Mas, entre vós, o maior será o que se fizer servo de todos e aquele que dirige será como o que serve;

Andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem;

Quem anda nas trevas não sabe para onde vai;

Eu sou a luz do mundo, mas se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgarei, porque não vim para julgar o mundo e sim para salvá-lo;

Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue, porque a própria palavra que digo o julgará no último dia;

Se eu, sendo Mestre e Senhor, vos lavo os pós, deveis lavar-vos os pés uns aos outros;

Eu vos dei o exemplo, para que, como vos fiz, façais vós também;

Em verdade vos digo que não é o servo maior que o seu senhor, nem o enviado maior que aquele que o enviou;

 Se, pois, sabeis essas coisas, bem-aventurado sereis se as praticardes.”

sábado, 6 de junho de 2020

O DISCÍPULO DE PERTO

          Efraim, filho de Atad, tão logo soube que Jesus se rodeava de pequeno colégio de aprendizes diretos para a enunciação das Boas-Novas, veio  e busca de informes precisos. Divulgava-se, com respeito ao Messias, toda sorte de comentários.
          O povo se mantinha oprimido. Respirava-se, em toda parte, o clima de dominação. E Jesus curava, consolava, bendizia... Chegara a transformar água em vinho numa festa de casamento...
          Nâo seria ele o príncipe esperado, com suficiente poder para rediir o Povo de Deus? Certamente, ao fim do ministério público, dividiria cargos e prebendas, vantagens e despojos de subido valor.
          Aconselhável, portanto, disputar-lhe a presença. Ser-lhe-ia discípulo chegado ao coração.
          De cabeça inflamada em sonhos de grandeza terrestre, procurou o Senhor que o recebeu com a bondade de sempre, embora tisnada de idefinível melancolia.
          O Cristo havia entrado vitorioso em Jerusalém, mas achava-se possuído de imanifesta angústia. Amargurosa tristeza transbordava-lhe do olhar, adivinhando a flagelação e a cruz que se avizinhavam.
          Sereno e afável, pediu a Efraím lhe abrisse o coração.
        - Senhor - disse o rapaz, ardendo de idealismo -, aceita-me por discípulo, quero seguir-te, igualmente, mas desejo um lugar mais próximo de teu peito compassivo!... Venho disputar-te o afeto, a companhia permanente!... Pretendo pertencer-te, de alma e coração...
           Jesus sorriu e falou, calmo:
        - Tenho muitos seguidores de longe, no entanto, aspirarás, porventura, à posição do discípulo de perto?
         - Sim, Mestre! - exclamou o candidato, embriagado de esperança no poder humano - que fazer para conquistar semelhante glória?
           O Divino Amigo, que lhe sondava os recônditos escaninhos da consciência, esclareceu, pausadamente:
           - O aprendiz de longe pode crer e descrer, abordando a verdade e esquecendo-a, periódicamente, mas o discípulo de perto empenhará a própria vida, na execução da Divina Vontade, permanecendo, dia e noite, no monte da decisão.
              O seguidor de longe provavelmente entreter-se-á com uitos espetáculos a lhe roubarem a atenção, mas o companheiro de perto viverá em suprema vigilância.
               O de longe sente-se com liberdade para buscar honrarias e prazeres, misturando-os com as suas vagas esperanças no Reino de Deus, mas o de perto sofreá as angústias do serviço sacrificial e incessante.
               O de longe dispõe de recursos para encolerizar-se e ferir; o de perto armar-se-á, através dos anos, de inalterável paciência para compreender e ajudar.
               O de longe alegará dificuldades para concentrar-se na oração, experimentando sono e fadiga o de perto, contudo, inquieta-se pela solução dos trabalhos e caminha sem cansaço na constante vigília.
               O de longe respirará em estradas floridas, demorando-se na jornada quanto deseje; o de perto, porém, muita vez, seguirá comigo pelo atalho espinhoso.
               O de longe dar-se-á pressa em possuir; o de perto, no entanto, encontrará prazer de dar sem recompensa,
               O de longe somente encontra alegria na prosperidade material; o de perto descobre a divina lição do sofrimento.
               O de lnge padecerá muitos melindres; o de perto encher-se-á de fortaleza para perdoar sempre e recomeçar o esforço do bem, quantas vezes se fizerem necessárias.
               O de longe não cooperará sem honras; o de perto servirá com humildade, obscuro e feliz.
               O de longe adiará os seus testemunhos de fé e amor perante o Pai; o de perto, entretanto, estará pronto a aceitar o martírio, em obediência aos Celestes Desígnios, a qualquer momento.
               Após longa pausa,fixou em Efraím os olhos doces e indagou:
              - Aceitarás, mesmo assim?
               O candidato, algo confundido, refletiu, refletiu e exclamou:
              - Senhor, os teus ensinos me deslumbram!... Vou à casa de Deus agradecer ao Santo dos Santos e volto, dentro de uma hora, a fim de abraçar-te o sublime apostolado, sob juramento!...
              Jesus aceitou-lhe o amplexo efusivo e ruidoso, despediu-se dele, sorrindo, mas Efraim, filho de Atad, não mais voltou.

IRMÃO X
Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier
CORDIALMENTE

                 E se você perdoasse?
                 Declara-se aflito e exausto. Aproximou-se do Espiritismo, como quem busca a fonte de águas vivas. Deslumbrado, feliz. você saciou a sede de conhecimento e consolação Sentiu a grandeza da vida que se estende, sublime, além da morte, e passou a cooperar a fim de que outros recebessem a mesma dádiva.
                Entretanto, alega a impossibilidade de ajustar-se às demais peças da máquina de serviço. Assevera, contrafeito, haver encontrado na organização doutrinária a inconsciência, a ubsebsatez, a desconfiança e a maldade. Afirma que os irmãos não vibram no mesmo ritmo de fraternidade com que seu coração ai marcando as horas renovadoras.
                Suas boas intenções são deturpadas, seustamento. melhores sentimentos feridos...
                No entanto, que labrador do mundo encontrou o campo sem obstáculos e sem erva daninha, convidando-o ao suor da sementeira inicial?
                Se você de mãos postas no arado da própria redenção, avançasse, firme, no esforço silencioso, provavelmente não seria defrontado pelo desapontamento.
                Não espere que o amigo venha ao econtro de suas necessidades, nem estabeleça dívidas de gratidão que você mesmo teria dificuldade de aceitar.
                Não fomos chamados a servir entre anjos. Criaturas imperfeitas quais somos, porque exigir um paraíso com exclusividade para os nossos desejos? Permanecemos num imenso campo de trabalho, onde cada servo foi trazido pelos desígnios superiores a recanto diferente.
               O Espiritismo evangélico detém gloriosa tarefa destinada a concretizar-se através da colaboração dos homens de boa vontade. Se não nos sentirmos edicados para a melhoria dos outros, como realizar o cometimento?
               Além disso, não creia seja você o único a tolerar. Todos nós arquivamos traços condenáveis na personalidade que outros suportam a seu turno. Falhando-nos o senso de auxílio mútuo, como garantir a integridade da obra?
              Porque a demora na exasperação ou no desânimo, se há tanto serviço nobre por fazer? Porque disputar funções alheias se cada qual de nós está situado na posição em que será possível mais e melhor?
             As abelhas, em plena atividade da colmeia, quando visitadas por algum detrito, não perdem tempo, atribuindo-lhe demasiada importância. Envolem o elemento indesejável em cêra isolante e prosseguem na abençoada faina do mel.        
           Esqueçamos também o mal pertubador para que o bem não sofra perigoso intervalo.
           Depois do sepulcro, na maioria das vezes, é que descobrimos o valor dos atritos nra.os círculos de luta em que você ainda se encontra. O corpo constitui para a alma o que a ensxada representa para o lavrador - instrumento bendito para a aquisição de experiência. E acaso poderíamos justificar a deserção do agricultor, diante de pedras e espinheiros? Para que a enxada? Para que a oportunidade de elevação? 
         Não menoscabe o seu ensejo sublime de aprender, trabalhar e servir.
         Quanto à imperfeição dos companheiros, lembre-se de que o doente reclama remédio, tanto quanto o abismo anseia plenitude. As visões gloriosas e as gloriosas revelações não traduzem mais que responsabilidade. Paulo de Tarso contempla Jesus, radiante de beleza celestil, às portas de Damasco; todavia, voltando a si do êxtase divino, repara que a paisagem é a mesma e que os seus problemas individuais continuam inalteráveis, exigindo-lhe alta capacidade de renúncia e sacrifício para resolvê-los perante as leis eternas. O próprio Mestre, depois de maravilhosamente transfigurado no Tabor, desce  o monte iluminado para escalar a cruz em plena sombra.

IRMÃO X
Mensagem recebida pelo médium Francisco Candido Xavier - Março de 1948
       

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

quinta-feira, 17 de maio de 2018

MENSAGEM DE FIM DE ANO

     Amados Companheiros:

     Chegados a pequena elevação, no caminho imenso já percorrido, em nossa marcha no carreiro do progresso, somos hoje uma Humanidade que se orgulha de primorosas realizações, no campo da ciência, na técnica do pensamento e na capacidade de agir. E desenvolvemos, nessa espécie de delírio coletivo, uma pretensão de sapiência que chega a se permitir sondar as raias do divino, do eterno, do substancial, como se fôssemos colonizadores de Universo ...
     Na verdade, poderíamos experimentar com a devida humildade e o indispensável senso das proporções, o contacto sublime com as realidades maiores da Grande Vida, se já nos encontrássemos perto das expressões de angelitude, ainda que do ponto de vista de nosso pequeno orbe, tão modestamente situado no esplendoroso concerto dos mundos.
     Se já beirássemos tais ápices, nenhuma significação essencial teriam também, para nós, os fastos dos calendários humanos, nem nos atingiriam as contagens do tempo e as limitações existenciais a que estamos submetidos.
     Não é assim, porém, ainda agora... Por enquanto, somos escolares em exercícios de libertação, condicionados pelas restrições da relatividade e vivendo na limitação de umas poucas dimensões sensoriais. Ainda é bem pouco o que podemos perceber de uma esplendorosidade que transcende quase por completo os nossos recursos de captação.
     Para nós, portanto, o tempo conta, representando bênção inapreciável do Poder Supremo, ensejo de elevação e de grandeza, de trabalho e redenção.
     Na presente oportunidade, o Pai Todo-Poderoso permite-nos repetir, em tentativas de oitava maior, velhas experiências, a ver se conseguimos ultrapassar os bloqueios a que nos submetemos voluntariamente.
     Ansiosos especialistas da corrida ao poder e desvanecidos heróis dos desmandos da abundância, recebemos de novo o mesmo tipo de mordomia, mas noutros níveis de ação, para aprendermos a adquirir a glória silenciosa e real do poder do amor e do trabalho e a disciplina do dever bem cumprido, libertador de almas e condão de maravilhosas ascensões.
     Para laborar em tais exercícios, o tempo é a matéria-prima de que dispomos, para as construções de fé, no artesanato sublime da obra crística, de que somos humílimos serviçais.
     Bendigamos, pois, os minutos e os meses, os anos e os séculos, com que o Divino Poder nos favorece, e tratemos de bem aproveitar a luz, enquanto é dia.
     Mais tarde, quando houvermos ganho novas capacidades de visão e entendimento, audição e liberdade, conheceremos a majestade dos mundos e dos planos onde a Eternidade desconhece tempo e espaço e onde a dinâmica da vida não precisa utilizar tensões vitais para alcançar o equilíbrio da inércia.
     Sim, existem a luz sem sombras, o dia sem noite, a glória sem sofrimento, o bem puro e total, a felicidade plena e o amor sem jaça. Para lá caminhamos, quase com a mesma velocidade com que a nossa morada planetária se desloca na direção da Lira. Precisamos, porém, ter sempre em conta que, por ora, somos apenas pequenos vermes do chão, abençoados pela luz do Sol que é Jesus-Cristo.

Áureo  ------ (extraído do livro Correio entre dois mundos, de Hernani T. Sant'Anna)

EM BUSCA DO MESTRE

       Se estamos procurando o Senhor, convém examinarmos atentamente como e por que o fazemos.  
       As narrativas evangélicas nos informam sobre uma turba, armada de espadas e paus, que procurou o Mestre, na calada da noite, para prendê-lo e levá-lo à morte.
       A História possui numerosos registros de pessoas e grupos que, aparentando buscar a Jesus, nada mais fizeram do que deturpar-lhe os ensinamentos sublimes, em proveito de suas vaidades e cobiças, utilizando o nome augusto do Pastor Divino para acobertar ou justificar todas as espécies de ignomínias e sordidez.
       Se, porém, buscamos o Mestre, guardando, no coração puro, o propósito sincero de amar e servir, estejamos convictos de que o próprio Cristo virá ao nosso encontro, como foi ao encontro daqueles Espíritos humildes e leais que Ele transformou em Apóstolos abnegados.

Fontes da Luz ------  Livro "Correio entre dois mundos" (Hernani T. Sant'Anna)