Notações sobre o
Universo e a Vida
A Terra é
o terceiro planeta mais próximo
do Sol, o mais denso e o quinto maior dos oito
planetas do Sistema Solar, e formou-se há
cerca de 4,56 bilhões de anos.
O Sol é uma pequena estrela, e orbita o centro
da Via Láctea a uma distância de cerca de 24 a 26 mil anos-luz do centro galáctico.
Ele é composto primariamente dos elementos
químicos hidrogênio e hélio e estes compõem
74,9% e 23,8%, respectivamente, da massa do Sol na fotosfera. Ele converte em seu interior, 400 milhões de toneladas de
Hidrogênio em Hélio a cada segundo. O Sol é um grande reator de fusão no qual
caberiam 1 milhão de Terras. Ele é uma bola de Hidrogênio radioativo. O gás
quente em seu interior tenta fazê-lo expandir-se e a gravidade tenta fazê-lo
encolher. O resultado é o equilíbrio entre a gravidade e o fogo nuclear. Para
nossa sorte, ele está seguramente localizado a 150 milhões de quilômetro da
Terra.
Através
de potentes telescópios, podemos observar cerca de um bilhão de galáxias, algumas
situadas tão longe, no espaço, que a luz que delas contemplamos é a das que a
expediram em nossa direção antes que a Terra existisse. Um bilhão de galáxias!
Se
um raio de luz começasse a percorrer a nossa modesta galáxia, deslocando-se com
a incrível velocidade de 300 mil quilômetros por segundo, levaria cem milênios
para atravessá-la. E a nossa é das menores já observadas. E se move, toda ela,
com o Sol e todo o nosso sistema, em torno do centro galáctico, a uma
velocidade de 290 mil metros por segundo. Aliás, ela integra um aglomerado com
mais de vinte outras galáxias... Existem, porém, aglomerados galácticos
conhecidos, com mais de cem galáxias. E dizer-se que só na nossa modesta
galáxia existem mais de cem bilhões de Sóis! Esses mundos incontáveis são, como
disse Jesus, as muitas moradas da Casa do
Eterno Pai. É neles que nascem, crescem, vivem e se aperfeiçoam os
Filhos do Criador, na Grande Família Universal... são eles as grandes escolas
das almas, as grandes oficinas do espírito, as grandes universidades e os
grandes laboratórios do infinito... E são também – Deus seja louvado! – os
berços da Vida.
Segundo Marcelo Gleiser, em seu extraordinário
livro, “Criação Imperfeita”, “Para que haja um organismo, é necessário que este
sobreviva em um local adequado, ‘contendo elementos químicos apropriados e a
uma distância de sua estrela-mãe que permita que reações entre eles ocorra.
Teorias cosmológicas modernas explicam com enorme sucesso, detalhes de eventos
que ocorreram muito próximos da origem do tempo. Podemos hoje afirmar com
segurança que o universo se emergiu de uma poça quente e densa de partículas
elementares de matéria há pouco menos de 14 bilhões de anos, mesmo que esse
parto cósmico permaneçam desconhecidos. Sabemos que o cosmo criança, com apenas
alguns minutos de existência, produziu os elementos químicos mais leves, e que
explosões nucleares forjaram – e continuam forjando – aqueles necessários para
vida.”
Os átomos são feitos no interior das estrelas.
Na maior parte das estrelas que vemos, os núcleos de Hidrogênio estão sendo
misturados pra formar os núcleos de Hélio. Sempre que um núcleo de Hélio é
feito, um Fóton de luz é gerado. É por isso que as estrelas brilham !
A não ser de Hidrogênio e Hélio, todo átomo no
Sol e na Terra foram sintetizados em outras estrelas. O Silício das rochas, o
Oxigênio do ar, o Carbono do nosso DNA, o Ouro em nossos bancos, o Urânio em
nossos arcenais, todos foram feitos a distantes milhares de anos-luz e a
bilhões de anos. O nosso planeta, a nossa sociedade e nós mesmos somos feitos
de material estrelar.
Os átomos são compostos por três partículas
elementares, o Próton, o Elétron e o Nêutron. Essas três unidades reunidas em
padrões diferentes, fazem essencialmente tudo! Um Neutron é eletricamente
neutro, como diz seu nome. O Próton tem uma carga elétrica positiva e o elétron
tem carga elétrica negativa igual.
Se você é um átomo que tem apenas 1 Próton e 1
elétron, você é Hidrogênio; se tem 2 prótons, você é o Hélio; 3 Prótons,
Lítio;... e assim por diante, até 92 Prótons, e nesse caso o seu nome é Urânio.
Os Neutrons exercem Forças Nucleares mas não
forças elétricas, eles são como “cola”, que une os núcleos atômicos. Um grupo
de 2 Prótons e 2 Neutrons é o núcleo do átomo de Hélio, e é muito estável. Três
núcleos de Hélio unidos por Forças Nucleares fazem o Carbono; quatro, núcleos
de Hélio, fazem o Oxigênio. Eles são a
mesma coisa! Seis núcleos de Hélio, fazem o Magnésio, e assim por diante.
Sempre que somarmos ou subtraímos um Próton e
os Neutrons suficientes para manter um núcleo unido, nós fazemos um novo
elemento químico. Considere o Mercúrio. Se nós subtrairmos um Próton de
Mercúrio, e três Neutrons, nós o convertemos em Ouro. O sonho dos antigos
alquimistas!
O Universo, todo ele, em toda parte é 99,99% de
Hidrogênio e Hélio, os dois elementos mais simples!
Para evitar a repulsão elétrica, Prótons e
Neutrons devem ficar bem unidos para que os “ganchos” que representam a Força
Nuclear se prendam. Isso só pode acontecer a temperaturas muito altas, onde as
partículas estão se movimentando tão rápido que não dá tempo para repulsão
elétrica agir. Temperaturas de dezenas de milhões de graus! Temperaturas tão
altas são comuns na natureza. Onde? No interior das estrelas!”
Que tal agora nos aprofundar um pouquinho mais?
Falamos de átomos, que são formados de prótons, nêutrons e elétrons. Esses
elementos, porém, são formados por outros mais elementares: bósons, mésons,
barions,(...) que, por sua vez, também são subdivididos até chegarem em
substâncias que os cientistas chamam de “coisas”, “vórtices”, ou outros nomes.
Porém, essas substâncias não são matérias. São “ondas”! Ondas não são
partículas, ou seja, não tem massa, pêso, forma, consistência nenhuma! Em
outras palavras, no final das contas, pelo que se sabe até agora, os elementos
fundamentais que constituem nosso corpo e tudo que conhecemos, são “ondas
vibrantes”!
Veja o que diz Sua Voz, em “A Grande
Síntese”, “Matéria é um dinamismo incessante e que a sua rigidez á apenas
aparente, devida à extrema velocidade que a anima; e sabeis que a massa de um
corpo aumenta com a velocidade no espaço. A solidez nada mais é que a soma de
movimentos velosíssimos.
A matéria é pura energia. Matéria, no sentido
de corpo sólido, compacto, impenetrável, não existe. É a velocidade que enche
as imensas extensões de espaços vazios em que as unidades mínimas se movem. É a
velocidade que forma a massa, a estabilidade, a coesão da matéria. Ainda quando
decompuserdes a matéria naquilo que vos parecer serem os últimos elementos,
nunca vos encontrareis em face de uma partícula sólida, compacta, indivisível.
Assim, na substância não existe matéria, no sentido nem que a compreendeis;
apenas há movimento. E a diferença entre matéria e energia consiste apenas na
diversidade de direção do movimento, rotatório, fechado em si mesmo, na
matéria; ondulatório, de ciclo abeto e lançado no espaço, na energia. No
princípio era o movimento; o movimento concentrou-se na matéria; da matéria
nasceu a energia, e da energia emergirá o espírito. O princípio Espiritual,
crisálida de Consciência, nasce, por transformação, da extrema evolução da
Energia, no berço da Matéria.”
No
livro Universo e Vida, psicografado
pelo médium Hernani T. Sant’Anna,
lê-se: “ A desagregação atômica por meio de explosão nuclear é apenas uma das
formas de conversão da matéria em energia. A Natureza utiliza permanentemente
muitos outros processos para essa transformação, sendo a radiação um dos mais estudados pelo homem terreno.
A
ciência oficial de nossos dias já conhece algo sobre as propriedades da matéria
e da energia, quando elas são conversíveis entre si, o que importa dizer: da
mesma natureza essencial. Existem, porém, aspectos elementares da estrutura da
energia que permanecem desconhecidos da ciência terrestre. Esta lhe identifica
variadas formas de manifestação, mas ainda ignora por completo suas formas não
conversíveis em matéria, embora já comece a desvendar os segredos da
antimatéria.
Inclui-se dentre os mais comuns e constantes
tipos de energia não adensável a energia mental propriamente dita, da qual o
pensamento é a mais elevada expressão. No entanto, ela é capaz de agir sobre as
diversas formas de energia reconversível, de impressioná-las e transformá-las,
através de radiações de potência ainda não humanamente detectável, mas de alto
e efetivo poder, traduzível em fenômenos eletromagnéticos inapreciáveis.”
No livro “EM BUSCA DA VERDDE”, do mesmo autor, temos na Cap. 7 – Defasagem
Vibratória, o seguinte trecho:
“ A
ciência terrestre chama de matéria a tudo o que tem energia e massa, é sólido
cristalino ou amorfo, ou fluido líquido ou gasoso, e ocupa lugar no espaço e no
tempo. Essa é a substância que os nossos sentidos comuns normalmente percebem e
que forma o nosso corpo e o mundo em que vivemos. Mas esse tipo de matéria não
é o componente único do Universo. Existem outros tipos diferenciados de
matéria, noutras faixas de frequências vibratórias. É nesses planos
diferenciados de energia que se movem os Espíritos desencarnados.
É por
essa diferenciação vibratória que, em condições normais, não percebemos
fisicamente aquele plano, embora os dois planos, aquele e o nosso, se
interpenetrem, interajam e, em certas regiões, ocupem sem dificuldade o mesmo
lugar no espaço e no tempo.
A
incapacidade normal dos Espíritos encarnados de perceber fisicamente os fastos
do mundo invisível se deve à limitação operacional dos sentidos do nosso corpo
somático, ao contrário do que acontece com os Espíritos desencarnados, cujo
poder de percepção, apesar de condicionado pelo seu próprio potencial
evolutivo, não sofre as mesmas restrições impostas pelo nosso arcabouço carnal.
Podem, por isso, os
desencarnados, mesmo os de modesta condição espiritual, ver, ouvir e sentir as
pessoas e os acontecimentos do nosso plano de matéria densa, enquanto os
Espíritos limitados pela carne não dispõe da mesma facilidade para penetrar
normalmente, com seus sentidos físicos, nos domínios que lhes são invisíveis.
Quanto mais densa a matéria,
tanto maior resistência oferece à ação das energias mais quintessenciadas, mais
nobres mais sutis. Essa a razão pela
qual o organismo somático funciona como verdeio velador das potencialidades
superiores da mente espiritual, cujos poderes, por igual motivo, se ampliam
cada vez mais, à medida que o Espírito ascende na escala evolucionária,
libertando-se progressivamente das contrições de ordem material, ampliando
ilimitadamente os seus horizontes de ação e as suas possibilidades.”
O ensino contido em “Os Quatro Evangelhos”, obra psicografada por Mme. Collignon e publicada sob a coordenação de J.B.Roustaing, mostra em um trecho, o
seguinte:” Na criação, tudo, tudo tem origem comum; tudo vem do infinitamente
pequeno para o infinitamente grande, até Deus, ponto de partida e de reunião.
(...)
O fluido universal, que toca de perto a Deus e
dele parte, constitui, pela sua quintessência e mediante as combinações,
modificações e transformações de que é passível, o instrumento e o meio de que
se serve a Inteligência Suprema para, pela onipotência da sua vontade, operar,
no infinito e na eternidade, todas as criações espirituais, materiais e fluídicas
destinadas à vida e à harmonia universais, para operar a criação de todos os
mundos, de todos os seres, em todos os reinos da Natureza, de tudo que se move
e vive, ... Ao serem formados os mundos primitivos, na sua composição, entram todos os princípios de
ordem espiritual, material e fluídica, constitutivos dos diversos reinos que os
séculos terão de elaborar. O princípio inteligente se desenvolve ao mesmo tempo
que a matéria e com ela progride, passando da inércia à vida (...) Essa
multidão de princípios latentes aguarda, no estado catalético, em o meio e sob
a influência dos ambientes destinados a fazê-lo desabrochar, que o Soberano
Mestre lhes dê destino e os aproprie ao fim a que devam servir, segundo as leis
naturais, imutáveis e eternas por ele mesmo estabelecidas. Tais princípios
sofrem passivamente, através das eternidades e sob a vigilância dos Espíritos
prepostos, as transformações que os hão de desenvolver, passando sucessivamente
pelos reinos mineral, vegetal e animal e pelas formas e espécies intermediárias
que se sucedem entre cada dois desses reinos. Chegam, dessa maneira, numa
progressão contínua, ao período preparatório do estado de Espírito formado,
isto é, ao estado intermédio da encarnação animal e do estado espiritual
consciente. Depois, vencido esse período preparatório, chegam ao estado de
criaturas possuidoras do livre-arbítrio, com inteligência capaz de racionínio,
independentes e responsáveis pelos seus atos. Galgam assim o fastígio da
inteligência, da ciência e da grandeza.”
Ensina “O
Livro dos Espíritos” (Parte 1.ª, Cap.IV) que o instinto é uma inteligência
rudimentar que nunca se transvia e que é a razão que permite a escolha e dá ao
homem o livre-arbítrio. Ensina também (Perguntas/Respostas 122 a 127 e Nota)
que “o livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a
consciência de si mesmo. Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse
determinada por uma causa independente da vontade do Espírito. A causa não está
nele, está fora dele, nas influências a que cede em virtude da sua livre
vontade. É o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do
pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram. As influências más
que sobre ele se exercem são dos Espíritos imperfeitos, que procuram
apoderar-se dele, dominá-lo, e que rejubilam com o fazê-lo sucumbir. Foi isso o
que se intentou simbolizar na figura de Satanás. Tal influência acompanha-o na
sua vida de Espírito, até que haja conseguido tanto império sobre si mesmo, que
os maus desistem de obsidiá-lo. A sabedoria de Deus está na liberdade de
escolher que ele deixa a cada um, porquanto, assim, cada um tem o mérito de
suas obras.”
Voltando ao “Universo e Vida”, temos que: “
(...) Seria rematada ingenuidade supor que a Ciência humana terrestre chegará
rapidamente à solução definitiva dos seus problemas substanciais, porque
precisará realizar, antes disso e para isso, duas conquistas fundamentais:
primeiro, terá de reconhecer, por seus próprios meios, suas averiguações, seus
cálculos e suas induções, senão a certeza, pelo menos a probabilidade da
existência do Espírito e das dimensões espirituais
da Vida; e segundo, construir novas aparelhagens e sobretudo novos métodos de
investigação para penetrar nesses novos domínios. Neste último caso, as
dificuldades a vencer serão imensas, porque somente o Espírito pode ver, identificar e examinar o Espírito. Não
se trata, portanto, tão-somente, de aperfeiçoar maquinismos e instrumentos
ténicos, mas sim CONSCIÊNCIAS, através do desenvolvimento racional de
FACULDADES PSICOFÍSICAS capazes de serem utilizadas para a produção útil de
fenômenos investigáveis.
Enquanto, porém, não houver, na
Terra, condições morais que justifiquem tão elevado tipo de cooperação aberta e
indiscriminada, o Governo Espiritual do Planeta não facilitará condições nem
circunstâncias que favoreçam o êxito maior de tentames dessa espécie, além dos
limites da educação e do incentivo ao espírito perquiridor dos homens. É fácil
de compreender que o intercâmbio livre e permanente com planos e forças
superiores da vida não pode ser facultado a seres predadores, de baixo senso
ético e ainda espiritualmente irresponsáveis. Por essa razão, a aceitação e a
vivência dos princípios morais do Evangelho de Jesus são condições fundamentais
a serem cumpridas, a fim de que as Inteligências Superiores outorguem ao Homem
Terrestre o diploma de maioridade espiritual que lhe permitirá o ingresso
efetivo no mundo de relações com a Comunidade Cósmica a que pertence.
O Homem terá, portanto, de renunciar
ao velho vício de tudo utilizar para o mal, para o crime, para a dominação
inferior e desmedida, para destruição, para a insensatez, se quiser entrar na
posse do seu principado divino. Cumpre entendermos, de uma vez por todas, que a
sabedoria da Eterna lei simplesmente não permite, por automatismo de sua amorosa
justiça, que recursos espirituais de alto nível se desenvolvam, além de certos
rígidos limites, em almas ainda não decididamente afeitas ao Bem.
A identificação vibratória com a
natureza das sensações materiais constitui obstáculo instransponível à penetração
consciente e proveitosa noutras dimensões que, para os seres assim faltos de
maior sensibilidade, continuam como se não existissem, embora os influenciam
decisivamente.
O homem gostaria de desenvolver suas
capacidades sensoriais (auditivas, olfativas, visuais, etc.) para além dos
limites que a sua atual condição fisiológica estabelece . Intuitivamente sente
que isso é possível, mas ainda não percebem é que o poder interior, espiritual,
só eclode como consequência de um alto equilíbrio de tensão de forças nobres,
intelectuais e sentimentais, únicas que possuem teor de forças dinâmicas
suficientemente poderosas para potencializar o espírito e desenvolver-lhes as
capacidades divinas...”
A vida é sagrada. Vida é amor. Vida é
transformação Divina na mais pura energia, sublime e especial. Deus está em
cada um de nós, porque Deus é Vida!
Tirar a vida de algum ser vivo, é tirar parte
de Deus do ambiente em que vivemos.
Na sua infantilidade e total ignorância da
grandeza da Vida, o ser humano não faz idéia do pecado que comete ao
interromper a vida alheia, tirando do ambiente, parte de Deus, para alimentar
seu egoísmo, seu ciúme, sua “honra”, seu dinheiro, sua raiva, sua vingança e,
principalmente, seu orgulho e arrogância em julgar, à sua revelia, quem deve
viver ou morrer. Jesus não julgou ninguém. Jesus não condenou ninguém, pelo
contrário, absolveu! Viveu uma vida digna, e com coragem, enfrentou os maiores
desafios que a humanidade é capaz de impor aos seus semelhantes: a inveja, a
traição, o desrespeito, a injúria, o preconceito, a soberba, o ódio e a estupidez.
Foi morto injustamente, mas não requereu justiça. Apanhou, mas não reagiu as
agressões. Foi humilhado, mas manteve-se sereno e confiante. Viveu essa vida
para que servisse de exemplo de coragem, de fé, resiliência, de amor e Paz.
Vivemos agora com a esperança de que possamos aprender, enfim, as lições
fornecidas, para que possamos viver uma vida mais digna e plena, liberta da
ignorância e de todo mal que ainda predomina em no nosso convívio.
E o que Jesus nos ensinou?
“Bem-aventurados
os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados
os que choram, porque serão consolados;
Bem-aventurados
os mansos, porque herdaão a terra;
Bem-aventurados
os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos;
Bem-aventurados
os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados
os limpos de coração, porque verão a Deus;
Bem-aventurados
os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados
os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados
sereis quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo,
disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque será grande o
vosso galardão nos céus, pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes
de vós.
Amai
vossos inimigos, fazei o bem aos que os odeiam, bendizei os que vos maldizem,
orai pelos que vos insultam.
Ao que
vos bate numa face, oferecei também a outra;
Ao que
vos arranca o manto, não recuseis a túnica;
Dai ao
que vos pedir e nada reclameis de quem vos tirar o que é vosso;
Como
quereis que os homens vos façam, assim fazei-lhes vós a eles;
Sede
misericordiosos, como vosso Pai é misericordioso;
Não
julgueis, e não sereis julgados;
Não
condeneis e não sereis condenados;
Pedoai
e sereis perdoados;
Dai e
dar-se-vos-á: derramarão em vosso regaço uma medida boa, calcada e
transbordante, porque a medida com que medirdes os outros será a mesma com que
vos medirão a vós.
A
árvore se conhece pelo seu fruto. Não se colhem figos dos espinheiros, nem se
vindimam uvas dos abrolhos;
Brilhe
a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e
glorifiquem a vosso Pai que está nos céus;
Se ao
trazerdes ao altar a vossa oferta, ali vos lembrardes de que vosso irmão tem
alguma coisa contra vós, deixai perante o altar a vossa oferta, ide primeiro
reconciliar-vos com o vosso irmão, e depois, voltando, fazei vossa oferenda;
Guardai-vos
de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por
eles;
Quando
derdes esmola, não toqueis trombeta diante de vós, como fazem os hipócritas,
nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados;
Não
saiba a vossa mão direita o que faz a esquerda, para que a vossa esmola fique
em segredo; e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará;
Quando
orardes, entrai no vosso quarto e, fechada a porta, falai com o vosso Pai;
Quando
jejuardes, não vos mostreis contristados, como os que desfiguram o rosto para
ser honrados pelos outros;
Não
cumuleis pra vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem podem corroê-los
e onde os ladrões podem roubá-los, mas ajuntai tesouros no céu, porque onde
estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração;
Dai de
graça o que de graça recebeis;
Não se
pertube o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim;
Na casa
do meu Pai há muitas moradas... Se me amais, guardai o meu mandamento. Meu
mandamento é este; que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei. Não vos
deixarei órfãos. A paz vos deixo, a minha paz vos dou. Não vo-la dou como a dá
o mundo. Não desfaleça, pois, o vosso coração. Permanecei no meu amor;
Quando
vier o consolador, que eu enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade dará
testemunho de mim. Tenho ainda muito o que vos dizer, mas vós não o podeis
suportar ainda. Quando vier, porém, o Espírito da Verdade, ele vos guiará a
toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo quanto houver
ouvido de mim e vos anunciará as coisas que hão de vir;
Os reis
dos povos dominam sobre eles e os que exercem autoridade são chamados de
benfeitores. Mas, entre vós, o maior será o que se fizer servo de todos e
aquele que dirige será como o que serve;
Andai
enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem;
Quem
anda nas trevas não sabe para onde vai;
Eu sou
a luz do mundo, mas se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não
o julgarei, porque não vim para julgar o mundo e sim para salvá-lo;
Quem me
rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue, porque a própria
palavra que digo o julgará no último dia;
Se eu,
sendo Mestre e Senhor, vos lavo os pós, deveis lavar-vos os pés uns aos outros;
Eu vos
dei o exemplo, para que, como vos fiz, façais vós também;
Em
verdade vos digo que não é o servo maior que o seu senhor, nem o enviado maior
que aquele que o enviou;
Se, pois, sabeis essas coisas, bem-aventurado
sereis se as praticardes.”